09.05.2015
Cerca de 60% dos latino-americanos terão acesso à internet em 2016
Cerca de 60% dos latino-americanos terão acesso à internet em 2016

Foto: Reprodução

O acesso à Internet na América Latina crescerá 20% em 12 meses para chegar a 60% em 2016, um aumento que deve impulsionar melhorias nos regulamentos locais e medidas educativas - estimou nesta quinta-feira o órgão regulador sobre o assunto.

De acordo com o Registro de Endereços da Internet para a América Latina e o Caribe (LACNIC), com sede em Montevidéu, mais da metade dos latino-americanos têm acesso à Internet hoje. Este percentual deve crescer para 60% ao longo dos próximos 12 meses, segundo um relatório da entidade.

Ainda este ano, cerca de 370 milhões de pessoas usarão a Internet na América Latina e no Caribe, 62 milhões de usuários mais do que em 2014.

O diretor do LACNIC, o mexicano Oscar Robles, ressaltou que para acompanhar este crescimento, devem ocorrer adaptação e melhoria das regulamentações locais e dos processos educacionais para preparar os usuários.

"A densidade de provedores" cria "uma situação díspar" para o crescimento do acesso à web no continente, afirmou Robles em um café da manhã com correspondentes estrangeiros, referindo-se à importância de adaptar os regulamentos de cada país.

Nesse sentido, ressaltou que o Brasil, por exemplo, tem uma regulamentação flexível que permite a geração de vários provedores de serviços (mais de 4.000 em todo o país), que permitem a conexão em áreas remotas no vasto território brasileiro.

Do lado oposto, disse ele, no México, o número de provedores é insuficiente para o tamanho do país (menos de 50).

O Estado também desempenha um importante papel na democratização do acesso "no nível da promoção e da conscientização de que a Internet é um passo para satisfazer as necessidades da sociedade", estimou Robles.

No Uruguai, por exemplo, "o Plano Ceibal (que deu gratuitamente às crianças de escolas públicas laptops e dotou os prédios das escolas com internet wi-fi) gerou uma massa de novos usuários".

Esta iniciativa vai além das próprias crianças já que "torna as casas mais expostas à tecnologia" e permite que alguns setores da população se prepararem para o uso de tecnologias que serão requisitadas depois no mercado de trabalho, avaliou.

Ao mesmo tempo, deve-se dar as condições para aqueles que acessam a Internet pela primeira vez, "tenha mais consciência sobre os riscos de segurança e privacidade" inerentes à rede.

Dos últimos seis meses até agora, o LACNIC respondeu a 70 "incidentes de segurança informática" na região, que incluem tentativas de roubo de identidade, acesso não autorizado a sistemas e bloqueio de serviços.

Robles também chamou a atenção para o volume de spams que ocorre na região: 38 milhões por mês. Trata-se, segundo o LACNIC, de um fenômeno que afeta o bom funcionamento da web.


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